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25/04/2004 19:31
De frente pro crime
João Bosco / Aldir Blanc
Tá lá o corpo estendido no chão
Em vez de rosto uma foto de um gol
Em vez de reza uma praga de alguém
E um silêncio servindo de amém
O bar mais perto depressa lotou
Malandro junto com trabalhador
Um homem subiu na mesa do bar
E fez discurso pra vereador
Veio um camelô vender anel, cordão, perfume barato
Baiana pra fazer pastel e um bom churrasco de gato
Quatro horas da manhã, baixou um santo na porta-bandeira
E a moçada resolveu parar
E então...
Sem pressa foi cada um pro seu lado
Pensando numa mulher ou num time
Olhei o copor no chão
E fechei minha janela de frente pro crime
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